Visita ao Inhotim
Durante a visita ao Inhotim, a parte da manhã foi reservada para uma visita em grupo a uma galeria única, a fim de fazermos sua análise e desenhos de observação. Minha visita foi direcionada à obra "True Rouge" do artista Tunga. A instalação se localiza em uma estrutura exclusiva -rodeada por uma vegetação mais densa e um lago-, a qual chama atenção por causa de suas paredes de vidro que revelam a obra até em pontos de observação mais afastados. Nesse sentido, o contato com a obra se fez antes do esperado, porém a percepção tida nesse momento não se mantem após adentrar o espaço. A entrada parece "brusca", em que há uma mudança da sensação dos ambientes de forma repentina -mesmo que ainda seja possível ver o lado externo- gerada pelo ar gelado do ar condicionado e as paredes brancas em contraste com o vermelho intenso. A obra se parecia com resquícios de acontecimentos passados, transmitia certo abandono e despertava certa curiosidade pela vontade de "decifrar" o emaranhado. A legenda da obra revela que para a inauguração houve uma performance, em que os indivíduos manuseavam elementos e o líquido vermelho, contextualizando a aparência de "abandono", em que os vestígios de líquido na jarra imprimem manchas de movimentações antigas.
Na parte da tarde minha visita se deu nas galerias Cosmococa, Cristina Inglesias e a da Fonte. A primeira tinha por principal a interação, sendo divertida, uma que seus espaços dão espaço para ocupações inesperadas. Posteriormente, visitei a galeria da Cristina Inglesias que se encontrava em um local não convencional, adentrando a vegetação em um caminho sem calçamento. Por fim, fui na galeria da fonte, onde havia uma exposição sobre o Teatro Experimental do Negro, no entanto, devido ao curto tempo disponível, não foi possível fazer uma observação produtiva.



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